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Quem é

Miguel Hachen

Pintor e Muralista

Nascido na selva paranaense, Miguel é filho da paisagem natural e cultural herdada dos guaranis e enriquecida pela miscigenação. Formado em Artes Visuais, Design e Publicidade na capital Argentina, em 1990 radicou-se em Foz do Iguaçu. Influenciado pelas vivências da infância, desde 1996 vem desenvolvendo uma linguagem de expressão plástica, única, denominada Neoguarani (Novo Guarani). Nesta singular linguagem, os códigos visuais procuram manter uma estreita relação entre cor, forma e conteúdo, assim como entre identidade cultural e arte, de forma a estabelecer um ideal estético autêntico que enalteça nossas raízes culturais.

Talvez por se tratar de uma estética identitária e original - isto é, baseada nas origens - oposta às vanguardas massificadas, típicas das metrópoles é que a Arte Neoguarani embeleza instituições como Itaipu e o Parque Nacional do Iguaçu e vem sendo objeto de estudo em mais de 400 escolas e colégios de vários países, bem como de teses universitárias sobre arte latino-americana contemporânea em universidades do Brasil, da Argentina e do Egito, dentre elas a USP, a UBA e a Alexandria University.

Sobre o processo criativo

Embora o processo criativo pareça algo espontâneo, não está dissociado da investigação, dos fenômenos culturais herdados, nem da paisagem que nos rodeia. Assim como outras manifestações artísticas, as artes visuais se consolidam e adquirem valor artístico quando o autor não apenas consegue materializar as cores, as formas e as qualidades sensoriais da paisagem natural, mas, quando é capaz de interpretar e expressar os atributos intangíveis de sua paisagem cultural. O pintor, músico ou escritor que não incorpora elementos culturais do espaço em que atua e do ambiente que o cerca criará uma arte insípida e superficial. Portanto, Arte e Identidade Cultural são princípios inseparáveis do processo criativo, visto que a criação não deve ignorar ou desprezar as tradições com seus valores intelectuais, morais, espirituais e estéticos, pois é inconcebível imaginar a arte desconectada da cultura em que foi concebida.

Nesse sentido, as obras de Miguel (cerâmicas, pinturas e murais) revelam o imaginário coletivo e a cosmovisão da cultura ancestral Guarani. Essa cosmovisão espiritual inclui, entre outras coisas, a busca constante pela Terra Sem Mal. Nesse território místico e mágico, que abrange quatro países (Argentina, Paraguai, Brasil e Bolívia), ele encontra a inspiração para criar obras que expressam sua conexão com a floresta e sua afinidade com nossas origens.

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